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MENOPAUSA E CLIMATÉRIO
   
       
 
 

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Informativo convidamos a todos os funcionários e seus familiares a participarem da I Feira da Saúde que acontecerá no dia 15 de setembro de 2007 das 9h00 as 14h00 no 3º andar.

 

MENOPAUSA  E CLIMATÉRIO

As palavras menopausa e climatério têm significados diferentes, embora sejam utilizadas como sinônimos com freqüência.
A menopausa é o momento da vida da mulher em que ocorre o último ciclo menstrual. Já o climatério é o período que envolve toda a fase em que os hormônios produzidos pelos ovários (estrogênio e progesterona) vão deixando de ser fabricados, incluindo a transição entre as fases reprodutiva e não-reprodutiva da mulher. Assim, a menopausa é um evento que acontece durante o climatério.

Durante este período, a diminuição desses hormônios faz com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem completamente. Ocorrem também alterações físicas e psíquicas, que prejudicam a qualidade de vida da mulher, que podem ser tratadas.
Na maioria das mulheres, a menopausa ocorre entre os 45 e os 55 anos de idade. Já os primeiros sinais do climatério, que são os ciclos menstruais irregulares, podem ocorrer vários anos antes da menopausa.

Atualmente, a expectativa de vida das mulheres se localiza na faixa dos 75 anos, como a menopausa ocorre por volta dos 50 anos, as mulheres de hoje vivem em um estado de carência hormonal durante cerca de 25 anos, ou seja, um terço de suas vidas.


Os sintomas

Embora algumas mulheres não sintam nada durante o período da menopausa, a maioria poderá sentir alguns sintomas:
1.Ondas de calor
2.Suor durante a noite
3.Insônia
4.Fadiga
5.Menor desejo sexual
6.Irritabilidade
7.Depressão
8.Ressecamento vaginal
9.Dor durante o ato sexual
10.Diminuição da atenção e memória
11.Aumento de Gordura na corrente sanguínea.

Estudos recentes têm associado também a falta de estrogênio ao Mal de Alzheimer, o que pode ocasionar perda total de memória.

São 3 as etapas da menopausa
Pré-Menopausa: refere-se à época em que a menstruação é regular, antes do declínio dos níveis hormonais. È o período que antecede a última menstruação.

Perimenopausa: é utilizado para incluir o período anterior e posterior ao último sangramento menstrual. Ocorre depois que os níveis hormonais começam a flutuar e antes que tenham se acomodado e não haja mais sintomas.

Pós-Menopausa: começa no dia após o último sangramento menstrual e se aplica ao período que a sucede. Este termo só será utilizado após um ano depois da última menstruação.


AS ONDAS DE CALOR
As ondas de calor afetam cerca de 75% das mulheres pós-menopausa. Os sintomas vão desde uma sensação de vermelhidão na face até a de extremo calor, geralmente com suor excessivo, que pode piorar durante a noite.
No inicio elas são sentidas no rosto, pescoço e peito e com o passar do tempo tornam-se mais freqüentes e duradouras podendo ocorrer por até cinco anos com períodos de interrupção. Algumas mulheres sentem poucas e leves ondas de calor já em outras são mais intensas e duradouras.

Dicas
• Algumas maneiras para abaixar a temperatura: tomar banho, colocar os punhos sob água corrente fria, ingerir uma bebida refrescante, borrifar água no rosto ou usar um pano molhado, colocar uma bolsa de gel gelada no pescoço;
• Evitar alimentos que possam causar as ondas de calor: alimentos com alto teor de açúcar , sal ou condimentados; alimentos ácidos; gorduras hidrogenadas ou saturadas; chocolates; todos os tipos de bebidas quentes, bem como álcool;
• Optar por alimentos que melhorem a capacidade do organismo de resistir às mudanças como as frutas cítricas, alimentos a base de soja, além de óleos vegetais, hortaliças verdes folhosas, grãos integrais e feijão que são boas fontes de vitamina E;
• Fazer pequenas refeições para evitar a dilatação dos vasos sangüíneos e assim as ondas de calor, beber bastante água;
• O cigarro e a maconha afetam a circulação e intensificam as ondas de calor;
• Tecidos sintéticos como poliéster e nylon, retêm o suor. Roupas com gola alta e manga longa intensificam a sensação de sufocamento, portanto de preferência a roupas de fibra naturais, como algodão ou linho.
• Exercite-se pelo menos três vezes por semana por 20 minutos. Os exercícios físicos são fundamentais para evitar as ondas de calor, por melhorarem a circulação, e tornarem o organismo mais tolerante a extremos de temperatura, além de ajudar a aumentar a quantidade de endorfinas – hormônio que aumenta o bem estar e diminui o estresse - em circulação no sangue.

SUDORESE NOTURNA
A onda de calor que ocorre durante a noite é chamada de sudorese noturna, podendo ou não ser acompanhada de sensação de ansiedade ou terror. Nem todas as mulheres têm sudorese noturna acompanhada de ondas de calor. Além da sensação de frio que ocorre após suor noturno, é comum ter insônia.

DICAS
•Manter o quarto em uma temperatura amena, adequada para um sono confortável;
•Beber pelo menos 12 copos de água por dia, em temperatura ambiente, para baixar sua temperatura central do corpo;
•Usar roupas de fibras para dormir. Descartar roupas quentes, colchas e cobertores;
•Evitar banhos quentes;
•Não façam atividades físicas intensas antes de ir para cama;
•Evitar jantar poucas horas antes de ir para cama;
•Não beber café ou álcool, nem fumar tarde da noite.

INSONIA
A insônia, dificuldade em adormecer ou de voltar a dormir depois de acordar no meio da noite, é um efeito colateral freqüente na perimenopausa e depois da menopausa.
A sudorese noturna também é responsável pelo acordar freqüente, mas a incapacidade de adormecer é muitas vezes agravado por hábitos alimentares, bebidas pouco saudáveis, medicamento, ansiedade crônica, estresse e depressão.

DICAS
•O tradicional copo de leite morno antes de dormir é recomendável, pois o leite contém triptofano, um fator químico indutor do sono. A banana é outra boa fonte de triptofano;
•Evitar carnes curadas, queijos maduros, chocolate, picles e tomates, estes são alimentos que contém tirosina, substância química a partir do qual o cérebro produz o neurotransmissor noradrenalina responsável pelo estado de alerta;
•A cafeína também deve ser evitada já que é um estimulante que afeta os órgãos e o metabolismo, além de ser causador de distúrbios de sono.
•Evitar dormir com a bexiga cheia para não perturbar o sono;
•Evitar refeições pesadas antes de dormir, bem como dormir de estômago vazio.

FADIGA
É um dos sintomas mais comuns da menopausa e uma das causas mais comuns da falta de sono, devido à flutuação nos níveis hormonais.
Nessa época da vida, o andrógeno, hormônio masculino, que também está presente no organismo da mulher, começa a diminuir, assim como a queda nos níveis de estrogênio também provocam problemas no sono.

DICAS
•É importante consumir carboidratos com índices glicêmicos baixos ou médios, pois eles provocam uma liberação gradual e constante de energia;
•Consumir alimentos que contenham complexo B;
•Optar por gorduras saudáveis como as da semente de linhaça, abacate ou azeite de oliva e proteínas sob forma de carnes magras, aves e produtos a base de soja;
•A falta de exercício leva a inatividade, enquanto que, se você permanecer ativa e em forma, terá mais energia e resistência;
•Tudo em excesso pode levar a fadiga, portanto não exagere;
•A nicotina também prejudica a energia, portanto deve-se parar de fumar.

DIMINUIÇÃO DA ATENÇÃO E MEMÓRIA
Grande parte dos médicos acredita que o “pensamento confuso” que muitas mulheres relatam é decorrente de uma sobrecarga temporária, devida ao estresse e declínio natural dos processos celulares que acompanham o envelhecimento.

Por volta 20 anos de idade, a memória começa a declinar em todas as pessoas, para lidar com essas perdas de concentração e de memória é necessário manter o cérebro em forma e reduzir o nível de estresse.

Dicas:
•As atividades físicas não só melhoram a circulação como também liberam endorfina, responsável pela sensação de bem estar;
•Mantenha o cérebro ativo, aprenda algo novo, faça palavras cruzadas, leia livros interessantes;
•Se possível faça aulas de YOGA e TAI CHI, pois acalmam o corpo e a mente;
•Inclua em suas refeições peixes ricos em ômega 3 que contribuem para a memória;
•Frutas e vegetais podem proteger o cérebro dos danos dos radicais livres;
•Evite álcool e cafeína.

ALTERAÇÕES DE HUMOR
Mulheres de meia-idade sofrem períodos de tristeza, medo, ansiedade e irritabilidade que podem ser resultantes das alterações hormonais e situacionais.
Nesta época da vida da mulher podem ocorrem eventos estressantes como, problemas de relacionamento, questões com os filhos, preocupação com os parentes idosos além da preocupação com o próprio futuro. Tudo isso acontece em um período em que sua auto-estima e sua auto-imagem podem estar em conflito.

DICAS:
•Procure orientação de seu médico, ele deverá avaliá-la para saber se suas mudanças de humor são decorrentes do desequilíbrio hormonal;
•A luz tem forte efeito sobre o humor, fique ao ar livre, sob o sol, pois a luz natural afeta a melanina, neorotransmissor que controla o ciclo sono.

RESSECAMENTO VAGINAL OU PRURIDO VAGINAL
Na perimenopausa e depois da menopausa, quase metade das mulheres tem algum tipo de problema envolvendo ressecamento e prurido vaginal (infecções vaginais).
Quando os níveis de estrogênio começam a decair, as paredes da vagina tornam-se mais finas, mais secas e menos elásticas, resultando na diminuição de sangue na região. Isso acontece porque, o estrogênio aumenta o calibre e a flexibilidade dos vasos sangüíneos e com a diminuição desses hormônios em circulação, a quantidade de sangue diminui e a parede vaginal afina, resseca e torna-se sensível a pruridos e irritação.

Já o tecido epitelial da vagina é dependente do estrogênio, sem ele a camada superficial protetora afina ou desaparece, tornando-a mais sensível a danos. A lubrificação também é afetada, já que boa parte de sua umidade é produzida por fluídos que filtram os vasos sangüíneos, mais do que pela secreção direta da glândula.
Muitas mulheres percebem a produção reduzida de lubrificante durante a relação, o que tornam o desejo sexual menos intenso. Outras atribuem esta queda de libido ao cansaço e falta de interesse pelo parceiro, mas as membranas mucosas na região genital estão se modificando e a lubrificação insuficiente pode provocar irritação, dor ou até mesmo sangramento pós-coito.

DICAS:
•A atividade sexual, se realizada durante a perimenopausa e depois da menopausa, ajudam a prevenir a degeneração do tecido vaginal e vulvar;
•Usar lubrificantes durante o ato sexual;
•Se houver qualquer desconforto ou sangramento durante a relação sexual, procure orientação médica;
•Existem remédios, além de homônimos para o ressecamento vaginal;

MENOR DESEJO SEXUAL
Muitas mulheres têm perda de libido antes e depois da menopausa e as razões são várias.
A perimenopausa é marcada pela perda de um sangramento regular que pode ter grave influência sobre a libido, outros sintomas como a sudorese noturna, insônia que resultam na irritabilidade contribuem para piorar a libido já diminuída.
Outro agravante é redução drástica da produção de estrogênio pelo ovário, a região vulvar fica mais pálida porque a irrigação sangüínea diminui, os grandes lábios tornam-se mais finos e menos túrgidos, o púbis fica menor e começa a haver perda gradual de pêlos, o clitóris também diminui e seu prepúcio se retrai deixando exposta um região extremamente sensível, o que podem causar desconforto durante a relação sexual.

Já algumas mulheres ficam mais confiantes e com maior habilidade para orientar seus parceiros a estimulá-las, pois estão mais experientes, têm menos preocupações e estão menos inibidas.

DICAS:
•Procurar orientação médica quanto ao uso de estrogênio via vaginal
•Mudar de posição durante o ato sexual ajuda a reduzir incômodo;
•Usar lubrificantes;
•Lembre-se que o uso de medicamentos como antialérgicos e antidepressivos podem ressecar todas as mucosas do corpo.

QUALIDADE DE VIDA DA MULHER
Todos os sintomas e as conseqüências da carência hormonal podem e devem ser tratados. No entanto, a melhor forma de tratamento deve ser indicada pelo médico.
Terapia Hormonal – Se o que falta na menopausa é o estrógeno, nada mais lógico que um tratamento de reposição hormonal com o estrógeno.
Em mulheres que ainda tem o útero é importante associar o progesterona para proteger contra o risco de câncer do endométrio.
Mas o mais importante hoje é que o tratamento deve ser individualizado. Médico e paciente devem discutir todas as vantagens e riscos dos diversos tipos de terapia existentes e chegar a um consenso sobre o que fazer.

Vantagens do tratamento
1.Redução do Risco de Osteoporose.
2.Redução dos Riscos de Doenças Cardiovasculares.
3.Melhora da Depressão.
4.Melhora da Atividade Sexual.
5.Melhora da Memória com possível prevenção da Doença de Alzheimer.

Desvantagens
1.Custo do Tratamento.
2.Tratamento Prolongado.
3.Volta da Menstruação em algumas mulheres.
4.Agravamento da possibilidade de Câncer de Mama em mulheres suscetíveis.

No entanto para as mulheres que não podem usar os estrógenos existem alternativas com medicamentos que diminuem os sintomas da menopausa.

Terapias Alternativas – Diversas pesquisas com vegetais, principalmente os derivados da soja, tem contribuído com o tratamento da menopausa.

Ainda não há estudos que comprovem os benefícios destes tratamentos no sistema ósseo, sistema nervoso e sexualidade.
No entanto é um engano dizer que produtos naturais não têm os mesmos efeitos colaterais dos medicamentos. Os produtos vegetais que contém estrógeno têm os mesmos inconvenientes dos seus congêneres farmacêuticos e só devem ser usados sob estrita vigilância médica


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